Quarta, 01 Abr 2020
XII PARADA PELA DIVERSIDADE SEXUAL DO CEARÁ - DOMINGO- 26/06/10- A PARTIR DAS 13 H

 

O Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB realiza a XII Parada pela Diversidade do Ceará, que acontecerá no dia 26 de junho de 2010 (domingo), em Fortaleza, na Avenida Beira Mar, Fortaleza, a partir das 13h.


O tema da Parada é “Unidos/as Somos mais Fortes, pela Aprovação do PLC 122/06 Já!”, como base de reivindicação a aprovação do Projeto-de-Lei nº122/06 (tramitando no Senado), que criminaliza a homofobia.

Na ocasião, serão coletadas assinaturas para o abaixo-assinado nacional por políticas públicas contra a homofobia, por uma Escola sem homofobia e pela criminalização da homofobia, em parceria com a Central Sindical CONLUTAS. Há expectativa do recolhimento de trezentas mil assinaturas.

A Parada é o maior evento de massas, organizada por entidade da sociedade civil, em todo o estado do Ceará. Na edição de 2010, segundo estimativas da Polícia Militar, a Parada reuniu cerca de 800.000 pessoas.

A Polícia Militar fará a estimativa de público, ao final do evento.

Para o apoio operacional a Parada, a Polícia Militar e a Guarda Municipal comprometeram-se com um efetivo; a AMC estará com 100 agentes, organizando o trânsito. Haverá também apoio operacional da Secretaria da Saúde e SAMU.  E foram pactuados procedimentos quanto ao limite de emissão de som durante o percurso, de acordo com as orientações da SEMAM. A ETUFOR disponibilizará mais 50 ônibus extras, saindo dos terminais urbanos, em um dia que tem tarifa social.

A organização da parada ressalta o caráter ativista e de paz da Parada, sugerindo aos participantes que não portem documentos desnecessários, nem objetos de valor, durante o percurso.

A organização da Parada também está promovendo a Campanha contra a Baixaria na TV, dirigida a alguns programas locais de “humor” que tentam ridicularizar a imagem das pessoas LGBT.


Nesta edição, a concentração terá início às 13h (em frente à Barraca do Joca- Jardim Japonês) e o público seguirá as instruções da organização da Parada, Guarda Municipal e Polícia Militar, que estarão presentes no local.


Por conta do contingente de pessoas, a organização da XII Parada limitou o número de trios elétricos que participarão do percurso em 06 (seis). Percorrerão, da Avenida Beira Mar à Avenida Historiador Raimundo Girão, além do Trio Oficial (do GRAB), carros de outras organizações do movimento LGBT (Trio do Movimento de Travestis e Transexuais- ATRAC; Trenzinho da Alegria (Projeto Arte de Amar- ONG);  Trio da Coordenadoria Estadual LGBT, Trio do Concurso Garota G e 2 trios de boates.

Além dos trios haverá a abertura com bandeiras do arco-íris (com Jovens do GRAB); Ala da Rede nacional de religiões afrobrasileiras de saúde; Atividades das mulheres lésbicas e bissexuais, do Grupo LAMCE-Liberdade e Amor entre Mulheres do Ceará. Haverá também alas de servidores/as da Prefeitura de Fortaleza.


A XII Parada pela Diversidade Sexual do Ceará é organizada pelo GRAB, em parceria com outras organizações e movimentos LGBT e aliados na luta contra a homofobia, com apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza, Fundação Schorer e Governo do Estado do Ceará. 


PROGRAMAÇÃO


Em 2011, além do percurso tradicional pela Avenida Beira Mar, no dia 26 de junho, a XII Parada conta com uma programação ampla e diversificada, que incluiu o lançamento e realização de campanhas, oficinas, atividades culturais e educativas sobre Cidadania e Saúde, Show da Consciência Homossexual, Feira Mix e Exposição LGBT, Seminário, encontros, exibições de vídeos, dentre outras atividades.


- Feira Mix e Exposição LGBT: Espaço onde a exposição de materiais institucionais com recorte de diversidade sexual e o comércio de artigos que fazem alusão ao universo LGBT dividem espaço com apresentações culturais e a oferta de serviços, na Praça do Ferreira. A Feira Mix e exposição LGBT é organizada pelo GRAB e será realizada nos dias dia 25 (sexta  - 14 às 20h) e 26/06 (sábado – 09 às 16h).

- XII Parada pela Diversidade Sexual do Ceará: desde 1999, a Parada em Fortaleza vem se caracterizando como um momento de aglutinação de sujeitos de distintas orientações sexuais, que se reúnem para reivindicar o fim do preconceito e a garantia de direitos de LGBT, celebrando a diversidade e o orgulho. Em 2011, a XII Parada tomará as ruas da Avenida Beira Mar, das 13 às 22h, no dia 26 de junho, mobilizando a população LGBT cearense para a necessidade de refletir sobre a luta e enfrentamento da homofobia. Falas de lideranças do movimento LGBT, da Madrinha da Parada (Dra. Alba Carvalho) e apoiadores acontecerão durante a abertura e “hora da militância”. As vítimas da homofobia no país receberão uma homenagem às 18h, quando será proposto um minuto de silêncio contra os assassinatos de LGBT, por crimes de ódio.

A música fica por conta dos DJ’s Fábio Vieira e Guga de Castro, além das performances de Joyce Malkomes).

Histórico do  PLC 122/2006:

O PLC 122/2006 pretende criminalizar a homofobia (ódio + aversão a homossexuais) no Brasil. Equiparando a homofobia à situação de discriminação motivadas por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero.

 

Entenda o porquê da criminalização da homofobia no Brasil 

 

No ano de 2010 foram assassinados e assassinadas 260 Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no Brasil – 1 assassinato a casa dois dias em média – crimes motivados pela orientação sexual ou identidade de gênero das vítimas (segundo dados do Grupo Gay da Bahia, obtidos por meio do monitoramento desses casos nos meios de comunicação), tais crimes levam o país a ser o recordista mundial de crimes motivados por homofobia;

 

A homofobia no Brasil motiva que: 60% das travestis e transexuais, 25% dos gays e 5% das lésbicas, sofram violência física devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero, segundo aponta pesquisa do CLAM/IMS, Parada LGBT de São Paulo 2005;

 

Dados Oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, mostrando o relatório de Registros de Ocorrência policial apontaram que em pouco mais de um ano houve mais de um mil registros de homofobia no Estado. Se utilizarmos a prevalência para nível nacional seria quase 15 mil registros de homofobia nas delegacias do País;

 

Ainda não há proteção específica na legislação federal contra a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero; A aprovação do Projeto de Lei contribuirá para colocar o Brasil na vanguarda da América Latina, como um país que preza pela plenitude dos direitos de todos seus cidadãos, rumo a uma sociedade que respeite a diversidade e promova a paz. Muitos países no mundo além da União Européia, já reconheceram a necessidade de adotar legislação dessa natureza, criminalizando a homofobia;

 

O projeto está em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário: “Artigo 7°: Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação”;

 

O projeto permite a concretização dos preceitos da Constituição Federal: “Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação [...] / Art. 5ºTodos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”;

 

O projeto não limita ou atenta contra a liberdade de expressão, de opinião, de credo ou de pensamento. Ao contrário, contribui para garanti-las a todos, evitando que parte significativa da população, hoje discriminada, seja agredida ou preterida exatamente por fazer uso de tais liberdades em consonância com sua orientação sexual e identidade de gênero;

Maiores Informações:

Francisco Pedrosa- presidente do GRAB- 91843425

Dediane Souza- diretora do GRAB- 99031636/ 88744234

Adriano Caetano – diretor do GRAB- 99027543

GRAB: 85-32536197 / 32266761 www.grab.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

 

Grupo de Resistência Asa Branca 

22 anos na luta pelos direitos humanos de LGBT

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