Segunda, 30 Mar 2020
GRAB faz balanço preliminar da 14ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará

 

A 14ª Parada ocorreu no domingo, 07 de julho/13. O tema da Parada foi LGBTs no armário nunca mais! União e Conscientização na luta contra o fundamentalismo.

A Parada teve o mesmo local dos anos anteriores, ou seja, a avenida beira-mar. A Parada fez alusão ao Dia Mundial do Orgulho Gay e LGBT, 28 de Junho, que é uma das datas políticas dos movimentos sociais LGBT e que consta dos calendários oficiais de Fortaleza e do estado do Ceará.

A Parada foi uma realização do GRAB, em parceria com outras organizações da sociedade civil e teve o apoio do Poder Público.

Avaliamos como muito positiva a veiculação e militância sobre a Plataforma Política da Parada (abaixo), posto que cabe aos movimentos sociais, o GRAB incluído, a defesa dessa Plataforma no evento de visibilidade massiva dos direitos da população LGBT, que é a Parada, tendo cobertura importante da imprensa local.

Ao longo de todo o ano, cotidianamente, o GRAB realiza inúmeras ações em prol dos direitos da população LGBT, a Parada é o evento de mais visibilidade.

 

Avaliamos também como bastante positiva a participação de outros movimentos sociais, que estiveram na Parada, para apoiar a diversidade sexual, como o fizeram em outros anos, e em meio às recentes manifestações ocorridas no país.

Registramos a presença importante, no trio oficial do GRAB,  além dos movimentos sociais LGBT (de Fortaleza e vários municípios do Ceará) , dos movimentos estudantil, de mulheres, feminista, sindical, das lutas anti-capitalista, da OAB-CE , do Conselho Regional de Psicologia e também presença de membros de Igreja inclusiva. Estiveram também presentes parlamentares que compõem Frentes Parlamentares de Defesa da Diversidade Sexual, na Câmara dos Deputados, Câmara de Vereadores e representantes de mandato de senador.

Esta participação contribuiu para fortalecer o tema da Parada, que chama à união e conscientização contra o avanço das forças fundamentalistas religiosas no país, que atacam a laicidade do Estado brasileiro e os direitos de LGBT.

 

Avaliamos com alegria que uma maior participação de boates GLS contribuiu para abrilhantar mais a Parada, e observamos também a realização de extensa programação alusiva à Parada (Pré e pós-Parada) nesses estabelecimentos em Fortaleza, compondo uma série de festas que fizeram referência à Parada.

 

Como pontos negativos, avaliamos preliminarmente que houve uma precariedade no apoio da segurança pública (Polícia Militar e Guarda Municipal) e uma precariedade, ainda maior, no que se refere ao bloqueio da avenida beira-mar, pela AMC-Autarquia Municipal de Trânsito, o que contribuiu para termos uma das Paradas mais difíceis, ao longo de suas 14 edições.

Ressaltamos que os Planos de serviços, da segurança pública, e trânsito, foram exaustivamente pactuados, em diversas reuniões gerais, e com os órgãos públicos específicos, a respeito da infra-estrutura para a Parada e as solicitações realizadas 03 (três) meses antes do evento. Os Planos operacionais não foram cumpridos, conforme divulgados.

O GRAB registrará reclamações formais junto às Ouvidorias da Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do estado do Ceará, sobre o ocorrido.

 

Avaliamos também, preliminarmente, que se observou uma precariedade significativa no que se refere às ações e organização, pelas Coordenadorias de Políticas Públicas de Diversidade Sexual – CDS (Prefeitura e Governo do Estado), quanto ao acompanhamento das demandas do movimento social, especialmente nas áreas da segurança pública, trânsito, infra-estrutura da Parada e cessão de espaços públicos para realização de eventos que antecederam à Parada. O show da Pré-parada teve uma divulgação bastante precária, e algumas atividades que foram divulgadas, pelas CDS-  Prefeitura de Fortaleza e Governo do Estado, não foram realizadas efetivamente.

Esperamos que o que ocorreu não seja um prenúncio de retrocessos na pauta da agenda de políticas públicas para LGBT pelos governos locais.

 

Todos os eventos do GRAB foram realizados, Feira Mix e Exposição LGBT; Seminário oficial; Tenda Cultural de Prevenção (no bairro da Serrinha) e campanha de incentivo à testagem de HIV, junto a gays, outros HSH e travestis.

 

Registra-se o empenho importante da Secretaria Municipal de Turismo de Fortaleza, através de seus secretários e técnicos, e da Coordenadoria LGBTT, através da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Governo do Estado, para efetivarem o apoio à Parada.

 

Quanto ao público, em torno de 800.00 pessoas, observamos uma diminuição, ao que reportamos ao adiamento da data da Parada, por conta de solicitação da Prefeitura, pela realização da Copa das Confederações, e também por conta das incertezas quanto ao apoio da Prefeitura à Parada. O evento ocorre na capital, tem lei específica sobre a data, e o movimento social conquistou, nos últimos nove anos, orçamento próprio na Prefeitura (mesmo que pequeno) para o apoio à Parada.

 

O GRAB disponibilizou equipe de coordenação, apoio técnico e cerca de 30 (trinta) voluntários que estiveram trabalhando, de forma exaustiva e comprometida, com a realização da Parada, desde o mês de fevereiro/13.

 

 

 

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Plataforma Política:

 

Celebração das conquistas- Casamento Civil entre pessoas do mesmo sexo (a partir dos atos da Corregedoria Geral do Estado e Conselho Nacional de Justiça-CNJ); Arquivamento do projeto de "Cura" Gay na Câmara de deputados; Comemoração do Dia do Orgulho Gay e LGBT- 28 de Junho. 
Reivindicações- Pela aprovação já do Projeto-de-Lei-122/2006 no Senado (que criminalizará a homofobia); Pela implementação dos Planos de Políticas Públicas e Conselhos LGBT (Estadual e em Fortaleza); contra a impunidade nos assassinatos homo/lesbo/transfóbicos; entre outras. 

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Nº de trios elétricos que participaram (maior que o a Parada do ano passado) : 08 (oito)- Trio oficial-GRAB; Carro das travestis e transexuais; Trio da Coordenadoria Municipal da Diversidade Sexual-Prefeitura de Fortaleza; Trio da Coordenadoria Estadual LGBTT- Governo do Estado; Concurso Garota G; Trio da FETAMCE (entidade sindical); Trio da Boate Donna Santa; e trio da Boate Meet. Alas diversas e em especial a Ala das mulheres lésbicas e bissexuais (Tambores de Safo, Fórum Cearense de Mulheres e LAMCE). 

Atrações artísticas do trio oficial: Cantora Nayra Costa (do The Voice Brasil) e DJ AR; DJ OR, DJ Ricardo Lisboa.

A madrinha da Parada foi a profª draª Celecina Veras, da Universidade Federal do Ceará-UFC, que há vários anos tem pesquisado e focado sua atenção para as temáticas de gênero, juventudes e diversidade sexual.

Maiores informações sobre Programação e Manifesto político
www.grab.org.br
face: grab asa branca

 

Grupo de Resistência Asa Branca-GRAB 
24 Anos nas lutas sociais pelos direitos de LGBTs
Fones 85-32536197/ 32266761

Para entrevistas e maiores informações:

Grupo de Resistência Asa Branca-GRAB- 24 Anos na Luta pelos Direitos de LGBT

Sede: Rua do Ipê Amarelo (Rua K), nº 1022-Itaperi-Fortaleza-CE

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