Sexta, 03 Jul 2020
Ativistas contra a Aids e governo federal celebram 20 anos do GRAB!

Durante o seminário “20 anos de Resistência: Construindo a Igualdade”, realizado em 26 de março no auditório do Centro Dragão do Mar, o GRAB comemorou seu aniversário de 20 anos e contou com a participação de diversos movimentos LGBTT e de luta contra a Aids.

O coordenador geral da Abia (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), Veriano Terto Junior, fez uma contextualização do movimento LGBTT e da Aids no Brasil, ao longo dessas duas décadas. “No final dos anos 80, o contexto é de um forte terrorismo em relação à doença, no sentido de sempre afirmar que a Aids era uma doença mortal e sem cura além do rótulo que sempre associava homossexualidade a Aids. Já nos anos 90 a sociedade civil propõe um discurso muito mais em defesa da vida e de respeito aos Direitos Humanos”.

Veriano destacou que no contexto atual, a transmissão do HIV vem sendo criminalizada em vários países da África e Europa. Ou seja, a pessoa que transmitir HIV pode ser presa. “Isso é muito sério. Não podemos permitir que aconteça no Brasil. A prevenção não é responsabilidade somente de soropositivos, mas de soronegativos também. Juntos”.

Nelson Correia, do Programa Nacional de DST/AIDS, fez um discurso explicando o sentido do nome do GRAB, e o relacionando diretamente à luta em defesa dos homossexuais no Nordeste. “Assim como Asa Branca é um pássaro que enfrenta a seca e a aridez, o GRAB representa a resistência ao machismo e desrespeito contra os homossexuais”.

Já o presidente do GRAB, Francisco Pedrosa, comentou toda a cronologia do Grupo de Resistência Asa Branca. Lembrou que os primeiros presidentes e vários associados do GRAB faleceram em decorrência da Aids, e embora houvesse a preocupação de não associar homossexualidade ao HIV, era preciso lutar também contra a epidemia.

Durante sua fala, Pedrosa lembrou os crimes homofóbicos (em especial o de Luis Palhano, em 2008) com requintes de crueldade, e reafirmou que o GRAB exige “julgamento e resposta incisiva aos casos que acontecem todos os meses no Ceará”.

 

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