Segunda, 30 Mar 2020
180 Participam do Seminário da Parada

           Auditório cheio, debate afinado, público animado. Assim foi o seminário “Vote contra a Homofobia: defenda a cidadania!”, realizado na tarde de ontem (24/06), no Teatro Sesc Emiliano Queiroz.  Na abertura, discursaram lideranças do movimento LGBTT e representantes de órgãos públicos que trabalham com diversidade sexual.  “Exigimos a aprovação do projeto-de-lei n° 122/06, que torna a homofobia crime inafiançável, a exemplo do racismo. Tal projeto tem sido alvo de manobras truculentas no Senado Federal, espacialmente por parte dos Senadores fundamentalistas religiosos. Queremos sua aprovação e a garantia do Estado Laico!”, disse Francisco Pedrosa, Presidente do Grupo de Resistência Asa Branca – GRAB, grupo de organiza a Parada pela Diversidade Sexual do Ceará desde 1999.
           Convidada pelo GRAB, a Vice-Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, Keyla Simpson, junto a lideranças trans locais, lançaram em Fortaleza a campanha “Sou Travesti e mereço respeito”, uma iniciativa do Ministério da Saúde e da sociedade civil. Keyla apresentou os materiais da campanha (cartazes, folder’s, toques para celular etc.) e afirmou que o processo de criação da mesma se deu de modo participativo, através de oficinas com travestis e transexuais de todo o país. Entre os materiais distribuídos, os participantes receberam tatuagens autocolantes com uma bota alada nas cores do arco-íris, símbolo da campanha. Segundo Keyla, as asas representam a liberdade e sonho de uma sociedade melhor.
           83,5% dos participantes da X Parada (2009) são a favor de que a homofobia se torne crime inafiançável - tal como o racismo - e apenas 6,3% das pessoas entrevistadas confiam totalmente nos partidos políticos para a defesa dos direitos LGBTT, afirma os dados da Pesquisa X Parada pela Diversidade Sexual do Ceará: perfil, direitos e contextos de vulnerabilidade da população LGBTT do Estado, lançados durante o seminário. Realizada pelo Núcleo de Pesquisas sobre Sexualidade, Gênero e Subjetividade (NUSS/ UFC), em parceria com o GRAB, a pesquisa entrevistou 497 pessoas. Os coordenadores da pesquisa divulgaram, ainda, que 39% dos entrevistados consideram que a sociedade é homofóbica em grau máximo, numa escala de um a cinco e 61,4% das pessoas já tiveram pelo menos uma experiência de agressão física por ser lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual.
          O público do seminário estava animado, acompanhando com palmas a trilha do documentário sobre X Parada. A Madrinha desta edição, a Assistente Social e militante do movimento negro, Dra. Zelma Madeira, foi aclamada pelos presentes após seu discurso na mesa “Vivência das homossexualidades, cidadania e enfrentamento da homo/lesbo/transfobia no Ceará”.  “Estarei lá no domingo e pretendo contribuir para a construção de uma visibilidade positiva ao movimento LGBTT”, disse Zelma.
          Ao final do evento, 50 cópias do documentário “I Encontro Nacional de Jovens Gays e outros HSH” foram distribuídas entre os presentes. O Filme é uma produção do GRAB e foi lançado durante o seminário, com a presença de jovens que cederam seus depoimentos a Vagner de Almeida, Diretor. Presente na exibição de lançamento, Vagner falou aos presentes da felicidade com o resultado das filmagens.
           A programação da XI Parada pela Diversidade Sexual do Ceará continua na Praça do Ferreira, com a Feira Mix (Sexta, das 14 às 20h e sábado, das 9 às 16h) e Show da consciência homossexual (a partir das 17h). No domingo, a concentração da Parada tem início às 13h, na Avenida Beira Mar.
 

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